quinta-feira, 30 de abril de 2009

Estás aí?

A angústia, o desespero, a impotência, de a ver ali estendida tão longe, tão longe de mim, retiram-me a força, o ar, a clareza e focam o meu Mundo. Todas as preocupações, todos os problemas, estão algures pendentes. O centro de Mim está ali naquela sala de cuidados intensivos…

Escuta-me, sussurro sem saber se me ouves, acaricio-te sem saber se me sentes, nada posso fazer a não ser murmurar “Luta, luta, porque não há Mundo sem ti, estamos à tua espera e não pode ser de outra maneira, volta… tem que ser, tem que ser! Minha Luz, minha Luz…”

Na sua inconsciência, abre os olhos e deixa cair uma lágrima. Estás aí Mãe?

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Encruzilhada...

A razão sempre me acompanhou, sempre a segui. Garante-me protecção, promete-me um caminho calmo, seguro e planeado. Nunca tive dúvidas em a seguir, em agir de acordo com o que ela me ditava. E eis, eis que o coração se mete no meio desse caminho e me sussurra “segue-me”. Olho para o trilho que ele toma e o seu traçado é ténue, mas vislumbro uma caminhada até onde a razão não me consegue levar.

Estou numa encruzilhada e ambos os lados me chamam...

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Eu ainda acredito...

"You know how when you were a little kid and you believed in fairy tales, that fantasy of what your life would be, white dress, prince charming who would carry you away to a castle on a hill. You would lie in bed at night and close your eyes and you had complete and utter faith. Santa Claus, the Tooth Fairy, Prince Charming, they were so close you could taste them, but eventually you grow up, one day you open your eyes and the fairy tale disappears. Most people turn to the things and people they can trust. But the thing is its hard to let go of that fairy tale entirely cause almost everyone has that smallest bit of hope, of faith, that one day they will open their eyes and it will come true."

Grey's Anatomy

sexta-feira, 17 de abril de 2009

E há dias assim...

E há aqueles dias em que apesar da chuva e do frio, apesar da distância dos que amo, apesar de tudo e todos, sou feliz. E não consigo evitar andar de sorriso nos lábios.

Caminhar até à escola ao som de Nina Simone, Nat King Cole, Ella Fitzgerald.

A aula decorrer com boa disposição, os alunos cooperarem, sentir que estão a ter prazer em estar ali, dar por mim e ser hora de escrever o sumário e ainda ter tempo de todos juntos cantarmos os parabéns.

Trabalhar na sala de professores ao som de Deolinda enquanto vou conversando com os colegas. Fazemos piadas, trocamos opiniões, perguntam por mim, eu pergunto por eles e sinto-me em casa.

Um jantar bem-humorado, uma passagem pelo teatro e o finalizar com uma caça ao tesouro pelas ruas de Torres Novas.

Hoje, o sol para mim brilhou intensamente, não por causa de outra pessoa, não por causa de um acontecimento especial, apenas porque hoje fui feliz.
Um dia perfeito. Simples mas perfeito. Venham mais que eu cá os espero.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

"He's just not that into you"

Um dos passatempos predilectos das mulheres é descodificar o comportamento masculino.

Tudo é analisado, as palavras, o tom de voz, os gestos, os olhares, as mensagens, os e-mails... enfim, tentamos perceber o que tudo aquilo significa.

Quando as coisas não correm exactamente como desejávamos há logo uma justificação pronta:

- Se não telefona... Perdeu o telemóvel, roubaram-lhe o telemóvel, é tímido, está a arranjar coragem, está doente, morreu. A regra é que o sujeito que não nos telefona não está assim tão interessado em nós.

- Se não nos beija... É tímido, tem herpes, nunca beijou ninguém, é gay e ainda não sabe, está doente e vai morrer portanto não se quer envolver. A regra é que este indivíduo não está realmente interessado em nós.

- Se queremos marcar um encontro e ele é evasivo na resposta alegando compromissos profissionais e familiares... Tem um emprego MUITO importante, ele é muito importante, ele valoriza muito a família, ele tem uma vida muito stressante, ele é um coitadinho. A regra é que este tipo não está realmente interessado.

Regras há muitas e nós sabemo-las todas. Quando alguém nos fala do seu caso rapidamente identificamos a regra correspondente.

O nosso problema não é desconhecimento, o problema é querermos sempre acreditar que seremos a excepção que confirma a regra.

sábado, 11 de abril de 2009

Quem sou eu?

Desligo a água, pego na toalha e enrolo-a à volta do meu corpo. Passo a toalha pelo espelho para poder ver o meu reflexo.

Como as minhas feições mudaram... como o meu corpo se transformou... Não reparei, não sei quando foi, mas eu mudei ou cresci ou amadureci. Não sei o que foi. Mas estou diferente.

Olho para o meu rosto e não o reconheço. Não me identifico, pareço outra pessoa.

Ainda mais assustador é sentir que não me conheço. Sei que mudei, cresci... Estes últimos dois anos foram intensos, repletos de experiências novas, de vivências... Em que é que me tornaram, qual é o resultado?

Quem sou eu?

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Ah! Então está tudo explicado...

"This phenomenon, known as the “Quarterlife Crisis,” is as ubiquitous as it is intangible. Unrelenting indecision, isolation, confusion and anxiety about working, relationships and direction is reported by people in their mid-twenties to early thirties who are usually urban, middle class and well-educated; those who should be able to capitalize on their youth, unparalleled freedom and free-for-all individuation. They can’t make any decisions, bjavascript:void(0)ecause they don’t know what they want, and they don’t know what they want because they don’t know who they are, and they don’t know who they are because they’re allowed to be anyone they want."

Retirado daqui por aqui